Geralmente uso o blog para escrever sobre viagens, educação e cultura, mas hoje acordei feliz, com vontade de escrever e deixar minha alma pensar em voz alta.
O motivo? Não sei, mas não preciso que algo extraordinário aconteça para me sentir bem. Sou feliz por ter amigos verdadeiros, por ter uma família forte, que venceu obstáculos impossíveis através da fé, da coragem e da união.
Sou grata pelas oportunidades que Deus me deu, pelos lugares que tive a oportunidade de visitar, pelas pessoas que entraram na minha vida e por aquelas que saíram, pelas dificuldades que me fizeram amadurecer e pelas realizações que me deram ânimo para continuar.
Gosto de contemplar o céu e os detalhes à minha volta. Olho pela janela a chuva fininha que cai na grama do jardim, e o cheiro da chuva me traz memórias remotas, lembranças da infância, das brincadeiras com meu irmão, do abraço carinhoso da minha mãe e até mesmo da instabilidade do meu pai.
Em um mundo onde a felicidade é associada ao sucesso profissional e financeiro, e onde a sociedade exige que um indivíduo seja bem sucedido para ser levado em consideração e respeitado, nos tornamos relapsos nos nossos relacionamentos, construímos castelos mas não temos quem colocar nesse castelo.
Não vejo os ricos mais felizes, nem os grandes profissionais mais sorridentes e alegres devido às suas conquistas. Muitos têm posição, status, dinheiro, sucesso e bens materiais, mas vivem grandes dilemas na vida pessoal e nas relações interpessoais.
Estamos vivendo um momento em que a depressão se tornou o mal do século. A revolução tecnológica dos últimos 10 anos colaborou para o desenvolvimento de novos meios de comunicação, gerou modos eficientes e rápidos de resolver questões burocráticas ou outras problemáticas, possibilitou a criação de novos serviços, derrubou a barreira da distância e inventou uma nova forma de ver e interagir com o mundo. Entretanto, desencadeou uma nova era onde as pessoas têm se tornado mais individualistas e onde a interação humana já não se faz importante como antes.
Entro no metrô em Londres e todos estão com os olhos fixados no celular, no iPad ou no jornal. Nos tornamos invisíveis uns aos outros.
Quem tem tempo para cuidar do coração, para construir relacionamentos sólidos, para dizer um “eu te amo”, para abraçar, para acumular boas lembranças, esse sim descobriu o valor do tempo e o sabor da vida.






























