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Viagens, momentos e histórias pelo mundo afora.

Paris é uma das cidades mais importantes do mundo no quesito moda e gastronomia, e a capital francesa faz jus ao seu status.  Com uma infinidade de restaurantes, padarias e confeitarias, e zonas comerciais por todos os lados, Paris é uma tentação aos olhos, ao paladar e ao bolso 🙂
Vamos começar por um dos grandes prazeres da vida; saciar a fome nossa de cada dia!

Restaurantes:

Le Grand Bistro Dorr Paris: Gostei muito desse restaurante. Ideal para quem gosta de frutos do mar, bom atendimento ao cliente e ótima localidade. Optamos por carne vermelha, mas confesso que fiquei tentada a provar as especialidades da casa.
Existem quatro filiais espalhadas pela cidade, incluindo o Le Grand Bistro Breteuil, Le Grand Bistro Muette, Le Grand Bistro 17ème e o Maillot St-Ferdinand. Para ver o menu (em inglês) clique aqui.

Meu restaurante favorito foi o Marie-Edith , localizado próximo ao metrô Cambrone e do metrô Motte-Picquet, em Paris. Além da comida maravilhosa, o local tem uma atmosfera mais intimista, os funcionários são educados e a proprietária simpática e atenciosa. Estive nesse restaurante duas vezes e super indico. A lagosta que eles fazem é deliciosa, uma das melhores que já comi na vida! A sopa de caranguejo também estava impecável.

Saindo um pouco da culinária francesa, um dos restaurantes interessantes que conheci em Paris foi o Cafe Restaurante de la Mosquée de Paris Aux Portes de l’Orient, situado dentro da Grand Mosquée de Paris (Grande Mesquita de Paris). Construída entre 1922 e 1926, a Mesquita está localizada no Quartier Latin, perto do Museu de História Natural de Paris. Servindo pratos da culinária marroquina e oriental, o restaurante é aconchegante e decorado a caráter, refletindo a influência da cultura dos países do Oriente Médio e da África.  Uma boa opção também para um chá da tarde entre amigos ou em família.

Outro restaurante bacana é o Brasserie La Lorraine . Com um estilo mais refinado e elegante, o local serve pratos típicos da culinária francesa e doces deliciosos. Ideal para um almoço ou jantar de negócios ou uma ocasião especial.

Confeitarias:

Saindo do La Lorraine e atravessando a rua, encontra-se uma das cinco lojas da chocolateria Yves Thuriès em Paris, uma das marcas mais famosas na França. Yves Thuriès se tornou referência no mundo das confeitarias e do chocolate, e já ganhou prêmios nacionais e internacionais pela qualidade dos seus chocolates artesanais e doces em geral. Os produtos são um pouco caros mas só se vive uma vez 🙂

E já que estamos falando em doces, outro lugar que indico é o Biscuiterie de Montmartre, próximo ao Museu do Louvre. Além de biscoitos deliciosos, o local vende também macaroons, chocolates e sobremesas em geral e os produtos são de ótima qualidade.

Para fechar com chave de ouro, sugiro uma visita ao prestigioso Pierre Hermé. Famoso pelos seus macaroons, a confeitaria oferece doces de dar água na boca. No quesito macaroons, alguns preferem o Ladurée, outros o Pierre Hermé. Uma boa desculpa para experimentar a especialidade dos dois lugares! O local possui ainda um ambiente agradável e um ótimo atendimento ao cliente.

Shoppings: 

Paris dispõe de uma gama de shopping centers espalhados por toda cidade e a escolha é ampla. Eu tive a oportunidade de conhecer o Galerie Lafayette e o Printemps, localizados no centro da cidade, e gostei muito. É possível encontrar as melhores e mais luxuosas marcas de sapatos, roupas, acessórios, cosméticos e maquiagens, além de produtos da culinária francesa e internacional. Tanto o Lafayette como o Printemps não são alternativas baratas mas são ideais para quem procura variedade, qualidade e está disposto a desembolsar o que for preciso pelo produto desejado.  Dica: O Lafayette possui um restaurante/bar (La Terrasse) no top do edifício, o que permite aos clientes desfrutar de uma vista panorâmica de Paris.

Para quem prefere olhar as vitrines enquanto caminha pelas ruas, a Avenida Champs-Élysées é uma ótima opção.  Além da sua localização prestigiosa, situada entre o Arco do Triunfo e a Place de la Concorde, a famosa avenida oferece uma variedade de lojas, incluindo marcas mais populares como  Gap, Sephora, Abercrombie & Fitch, Adidas-mesmo e H & M, além de cinemas, casas de show, hotéis, restaurantes e cafeterias, para atender a todos os gostos e necessidades. A única desvantagem é que o grande número de pessoas transitando na avenida acaba dificultando um pouco o acesso às lojas.

O Marais também é um destino popular para compras e é considerada uma das zonas comerciais mais despojadas. Se encontra de tudo e mais um pouco no Marais; moda vintage, moderna, marcas de designers famosos e pequenas boutiques com um conceito inovativo e ousado.

Existem ainda vários brechós incríveis em Paris onde é possível encontrar artigos de luxo e peças exclusivas por um preço acessível.

Paris é assim, reúne um mundo dentro de si. Exala elegância e beleza, e proporciona a seus visitantes momentos inesquecíveis e opções para todos os gostos.
Desejo a todos boas compras, boas refeições, e acima de tudo, bons momentos daqueles que não ficam somente na caixa das lembranças, mas que estão vivos na nossa memória.

 

 

 

 

Localizado no subúrbio de Paris, o Palácio de Versalhes é um dos pontos turísticos mais visitados na França e um dos lugares que eu estava mais ansiosa para conhecer.

Considerado Patrimônio Mundial da UNESCO, o Palácio foi sede do poder francês até 1789, mas adquiriu um novo papel no século 19 como o Museu da História da França. O local começou como pavilhão de caça de Luís XIII. Foi seu filho, Luís XIV, que resolveu transformar e expandir a área, construindo o palácio que conhecemos hoje, o símbolo do absolutismo real e a personificação da arte clássica francesa.

O interior do palácio real transborda história, arte, e é de uma elegância sem igual. Os jardins e parques ao externo complementam toda essa beleza e criam uma atmosfera serena e esplendorosa.

Um das partes que mais me impressionou foi a Galeria dos Espelhos e seus salões.  São 357 espelhos que revestem as arcadas frente às janelas e pilastras de mármore decoradas com bronze dourado. Minha gente, quanto luxo e quantos espelhos em um só lugar. É muita ostentação, haha!

O Grande Aposento do rei e da rainha também são lindíssimos. O primeiro é composto por sete salões (salão de Hércules, salão da Abundância, salão de Vênus, salão de Diana, salão de Marte, salão de Mercúrio, e salão de Apolo). Construídos cuidadosamente e nos mínimos detalhes, esses salões foram decorados segundo o modelo dos palácios italianos da época. Já o Grande Aposento da rainha é dividido em quatro, incluindo o seu quarto, o salão dos Nobres, a antecâmara do Grand Couvert e a sala dos Guardas.

Pra quem pensa que o palácio acaba por ai, se engana. Existem ainda as galerias históricas, os pequenos aposentos e gabinetes  do rei, os gabinetes interiores de rainha Maria Antonieta, os aposentos do Delfim e da Delfina, os aposentos de Madame Victoire e Madame Adelaide, a Capela e a Ópera Real.

A noroeste do palácio de Versalhes encontra-se o Grande Trianon, construído por Jules Hardouin-Mansart a mando do rei Luís XIV para ser um espaço privado e de descanso. Todas as salas têm vista para os jardins e é possível perceber o cuidado na elaboração de cada aspecto do edifício, tanto na sua arquitetura quanto na sua decoração, objetos e móveis. O Trianon fica a mais ou menos 25-30 minutos a pé do palácio.

Depois de passar horas conhecendo um pouco da história da antiga monarquia francesa, visitei os jardins e os parques situados ao redor do palácio. Nos arredores do palácio encontramos o jardim da Orangerie, construído por Mansart entre 1684 e 1686, o lago de Apolo e o Grande Canal, o lago de Latona, ilustrando a lenda da mãe de Apolo e de Diana, os dois jardins de Água surgindo como o prolongamento da fachada do castelo, além de alamedas e bosques super charmosos e inúmeras esculturas.

Vale muito a pena reservar ao menos um dia inteiro para conhecer Versalhes. Quando resolvemos ir embora, aproveitamos para passear um pouco pela pequena cidade que acolhe um dos monumentos e museus mais importantes da França, e assim terminamos nosso dia de turista 🙂

Horário de abertura: o Palácio de Versalhes abre de terça a domingo das 9 às 18:30 (alta estação) e das 9 às 17:30 (baixa estação).

Tenham todos uma ótima semana!

 

 

 

 

 

Escrevi sobre Paris há alguns anos, mas cada visita à Cidade Luz são novas descobertas. São dessas novidades que hoje quero compartilhar com vocês.

Decidi comemorar meu aniversário esse ano em Paris. Desde a última vez que visitei a cidade, em 2009, fiquei com a sensação de que a conhecia realmente pouco. Desse vez, me organizei melhor, pesquisei o que queria conhecer, quais museus, parques, restaurantes e monumentos me interessavam, peguei um trem e fui. Uma das vantagens de morar em Genebra é que Paris fica a apenas 3h de trem de distância. Da pra tomar café da manhã, almoçar e jantar na França e voltar para a Suíça no mesmo dia 🙂

Cheguei no começo da noite, deixei a mala no apartamento e fui caminhando em direção à Torre Eiffel. Era pôr do sol e o contraste do sol batendo na torre a deixava ainda mais deslumbrante. Em seguida, continuamos explorando a cidade nos arredores daquela área, que diga-se de passagem, é muito linda. Adoro a arquitetura dos prédios, as pequenas confeitarias com doces maravilhosos, o romantismo do Rio Sena e o estilo boêmio do parisiense. Andamos à beira do Rio Sena, atravessamos algumas das 37 pontes construídas sobre o Rio, fizemos o trajeto Champs-Élysées – Arco do Triunfo e finalmente paramos para jantar.

Na manhã seguinte, visitei o Museu do Louvre, mas dessa vez dediquei o dia inteiro para ver as exposições, e conclui que seriam necessários alguns dias para conhecê-lo por inteiro. São 403 salas e dezenas de milhares de obras. Gostei muito de tudo que vi, mas achei especialmente interessante o departamento de antiguidades orientais, divididas em três partes: a seção relativa à Mesopotâmia, ao mundo persa, incluindo a Ásia central, e o Levante (atual Síria, Líbano e Israel). Chegar perto do quadro da Monalisa é uma missão quase impossível. As pessoas se aglomeram na frente da pintura pra tirar foto e tem que ter muita paciência para esperar a multidão se dispersar.

O segundo museu que visitei, e o que mais gostei, foi o Musée d’Orsay. Aberto ao público desde 1986 e pequeno se comparado ao Louvre, o d’Orsay reúne a maior coleção de obras impressionistas do mundo, além de arte pós-impressionista e moderna. Mostrando a diversidade da criação artística no mundo ocidental entre 1848 e 1914, encontramos obras de artistas importantes como Van Gogh, Manet, Renoir, Bonnard, Cézanne, Monet, Gustave Moreau e Maurice Denis.  Adorei tudo que vi e a forma como as obras são expostas. Muito bem organizado!

Além dos vários museus, não faltam opções para relaxar em meio à natureza. Paris possui inúmeros jardins lindos, incluindo o Jardin du Luxembourg, Jardin des Plantes, Jardin des Tuileries, Jardin du Trocadéro, e o Jardins du Palais Royal.

Para aqueles que desejam ver Paris do alto, uma boa opção é subir na Torre Eiffel ou/e na roda-gigante La Grande Roue, em Place de la Concorde próximo da Torre. Fundada em 1772, a Place de la Concorde é conhecida como um dos palcos da Revolução Francesa e fica a poucos metros da famosa avenida Champs-Élysées.
A vista da roda-gigante é realmente linda. Super recomendo!

Outra atração turística que proporciona uma vista panorâmica de Paris é a Catedral de Notre-Dame. Além de sua importância histórica, o monumento é um dos mais antigos da capital francesa. Sua construção começou em 1163, e só foi concluída mais de 100 anos depois, em 1272.  Gosto da arquitetura gótica e a Catedral é um dos símbolos mais notáveis da arte gótica no país. O que me chamou atenção é que o interior da construção tem um aspecto visualmente mais “clean”, sem muitos objetos ou exagero de detalhes.
A subida na Torre de Notre Dame passa pelas partes superiores da fachada ocidental, que datam do século 13. Mas é bom estar em forma por que não existe elevador, são 387 degraus até o topo da torre sul.

Esse foi um pouco do que fiz e vi enquanto estive em Paris, mas a capital oferece centenas de atrações de vários tipos para variados gostos. Seria impossível escrever tudo em um post. Então, nos próximos posts vou falar sobre o Castelo de Versalhes, dar dicas de restaurantes e contar um pouco sobre meu dia na Disney Paris.

Tenham todos um ótimo dia!

 

Berna é a capital da Suíça e sede do governo do país. Uma cidade com um ar medieval que conseguiu conservar grande parte de suas características históricas, entrando para a lista de patrimônio cultural da humanidade da UNESCO.

Com pouco mais de 125 mil habitantes, a cidade é surpreendentemente pequena e é possível conhecê-la praticamente toda a pé. Cheguei ainda pela manhã e comecei a caminhar pelo centro histórico em direção ao Einsteinhaus Bern, o edifício onde Albert Einstein (1879-1955) residiu por dois anos, de 1903 a 1905. O local é aberto ao público e mostra aspectos da sua vida pessoal e profissional. Como o apartamento é minúsculo, em 1h da pra ver tudo e ainda comer uma sobremesa na cafeteria embaixo do prédio 🙂

O gênio da física criou a teoria da relatividade enquanto ainda morava em Berna. Reconhecendo a importância do seu trabalho, o Museu Histórico de Berna (Bernisches Historisches Museum) criou o Museu Einstein em um prédio integrado ao seu edifício principal. Cerca de 1000m² de espaço de exposição com mais de 550 objetos, réplicas originais e 70 filmes, traçam a biografia de Einstein e suas descobertas revolucionárias.

Fundado em 1889, o Museu Histórico é considerado um dos museus mais importantes na Suíça, apresentando coleções de história, arqueologia e etnografia, e incluindo cerca de 500.000 objetos que datam da idade da pedra até o presente. Representando culturas do mundo todo, as exposições são não só uma viagem no tempo mas uma aula de cultura. Muito interessante! Aberto ao público de terça a domingo das 10h às 17h.

Depois de passar parte do dia me nutrindo de informação, foi hora de dar uma descansada e apreciar as belezas naturais que a cidade oferece, que não são poucas.

Um desses “colírio aos olhos” é o Rio Aare, um dos mais limpos da Suíça. Fiquei impressionada com a cor azul esverdeado da água, um tom diferente que não costumo encontrar em outros rios. É comum residentes e pessoas de bairros vizinhos nadarem no rio e confesso que me arrependi de não ter aproveitado a oportunidade, especialmente levando em consideração o calor que fazia.

Em seguida, fui conhecer o famoso Jardim das Rosas (Rosengarten), uma das atrações mais populares de Berna. Apesar de informações que existem 220 diferentes variedades de rosas no parque, não encontrei tantas rosas como imaginei mas a vista lá do alto é incrível, da pra ver a cidade inteira. Curiosidade: entre 1765 – 1877 o local era um cemitério e só foi transformado em um jardim aberto ao público à partir de 1913.

Descendo do Rosengarten e às margens do Aare, encontramos o Bärengraben (Bear Pit), uma área de  6.000 metros quadrados de parque à disposição de ursos. Berna concentrava um grande número de ursos no começo do século XVI e nos séculos seguintes, com a urbanização da capital, esse número se reduziu, mas os ursos se tornaram o animal símbolo do brasão da cidade e hoje em dia possuem um espaço só seu.

Outro lugar que vale a pena visitar é o parque Gurten, uma área grande e florida, ideal para piqueniques/churrasco com os amigos, um dia de lazer com a familia ou um momento a dois. O Gurten fica no alto da montanha (858m de altitude), proporcionando uma vista panorâmica, por isso, se o tempo estiver bom vale a pena ficar até o inicio da noite para acompanhar o pôr-do-sol. O local dispõe de restaurantes, hotel, parque para crianças e muita beleza 🙂

Bom meus amores, esse foi meu roteiro de 24h. Quem tiver mais tempo para explorar a cidade, pode incluir em sua lista outras atrações como o Jardim Botânico, a Catedral de Berna, a Torre do Relógio, o Zentrum Paul Klee, entre outros. Lembrando que a maioria dos museus estão fechados na segunda. Espero que tenham gostado do post de hoje.

Desejo a todos uma ótima semana!

 

Nesse mês de julho completou exatamente 1 ano que me mudei para Genebra. Foi amor à primeira vista. Cheguei num dia de verão, fazia sol e muito calor, tudo que eu mais sentia falta. Minha primeira parada foi na frente da ONU, a razão pela qual eu estava deixando Londres pela Suíça. Lembro que em seguida caminhei pelo lago e tive uma forte sensação de paz. Provavelmente não é à toa que Genebra é chamada de Cidade da Paz.

Genebra é de fato uma cidade muito tranquila, para muitos, pacata e entediante. Para mim, o lugar onde poderia passar o resto da minha vida. Amo a qualidade de vida proporcionada, a segurança que sinto independente de onde esteja e de que horas seja, as montanhas e outras belezas naturais que cercam a cidade, e acho incrível como um lugar tão pequeno pode concentrar um número tão grande de estrangeiros, criando uma atmosfera internacional e cosmopolita.

O verão é sem dúvida minha estação preferida e é também quando a cidade fica mais movimentada, com inúmeros festivais ao aberto, eventos na beira do lago, piquenique nos parques, e centenas de turistas passeando pelas ruas. São muitas as opções e só fica em casa quem quiser.

Reconheço que no inverno as opções de lazer se reduzem consideravelmente e o esqui se torna a principal atividade da maioria das pessoas. Quem não gosta de esquiar pode escolher entre bares, restaurantes, eventos culturais e casa de amigos.

Genebra não é o tipo de lugar onde as pessoas vêm tentar a sorte, até por que é uma cidade extremamente cara. A maioria vem por que recebeu uma proposta de trabalho, outros por motivos acadêmicos.

Cheguei em uma fase da vida onde realmente busco qualidade de vida e acho que encontrei meu cantinho no mundo. Não sei o que o futuro me reserva, mas espero passar muitos anos nessa cidade que tem me dado tantas alegrias.